Oferecido
gratuitamente nos clubes públicos paulistanos o esporte envolve todas as
classes
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Centro Esportivo da Aclimação, professor Ricardo e suas alunas
(Foto: Adriana Candido)
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O golfe é uma modalidade olímpica que se ausentou por 112 anos e agora
retorna à Olimpíada no Rio 2016. O esporte é oferecido gratuitamente nos clubes
públicos paulistanos através do projeto Golfe para vida da CBG (Confederação
Brasileira de Golfe) e tem demonstrado que pode ser praticado por todos. Muito
bem recebido pela população mais carente, hoje ele já é uma realidade que
envolve todas as classes.
“O que torna o golfe caro é o clube, então nosso trabalho é fazer com
que todos tenham acesso”, diz Mauricio Pinto, coordenador nacional do projeto.
Ele afirma ainda que a criação do projeto teve a intenção de popularizá-lo,
tanto que ele se estende a outros estados como o Brasília e o Rio de Janeiro,
que terá um campo olímpico após as olimpíadas e que essa pausa de um século nos
jogos olímpicos, faz parte de uma decisão política que transcende nosso
entendimento
.
A fonoaudióloga Luciana Soares, 54 anos é aluna no Centro Esportivo da
Aclimação, onde o projeto foi muito bem aceito e a procura pelas aulas é
grande, fazendo o centro tornar-se uma referência nas aulas de golfe. “O
interessante desse programa é que ele atinge justo uma camada mais pobre né,
pra um esporte que sempre foi elitizado” diz ela. As aulas acontecem segunda,
quarta e sextas das 7h00 às 8h00, ministradas pelo professor Ricardo Oliveira.
Em 2014 a Secretaria Municipal de Esportes em parceria com a CBG,
proporcionaram um curso de dois dias ministrado por profissionais do golfe,
para professores de Educação Física ligados à secretaria em suas unidades, os clubes-
escolas foram estruturados com material cedido pela confederação e assim nasceu
o projeto. Ricardo, participou do curso e formou sua turma em 2015. “No jogo de golfe um depende da estratégia do
outro”. Essa honestidade e senso de justiça é o que me motiva a ministrar as
aulas de golfe e hoje eu tenho que agradecer porque golfe para mim é uma lição
de vida” diz o professor.
Paulo Pacheco, presidente da confederação tem o golfe como qualidade de
vida e respeito à cidadania, sua competência e o sucesso do projeto estão
oportunizando a modalidade que sempre foi considerada de elite para as
comunidades, principalmente com retorno do esporte à Olimpíada. Herick Machado,
18 anos, gaúcho de origem humilde é campeão na categoria amador, confirmando a
informação de Ricardo de que um garoto mais carente pode sim iniciar em um
clube e chegar em primeiro em qualquer competição.

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