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Novas regras para eleições 2016 impõem limites para campanha, partidos e candidatos

sábado, 21 de maio de 2016 0 comentários

As medidas fazem parte da minireforma política sancionada pela presidente afastada Dilma Rousseff

Eleições 2016; Horário Eleitoral; Política; Novas regras eleitorais; Brasil
Eleições para Câmaras Municipais ficaram mais transparentes no pleito de 2016
(Foto: Joaquim Silva Filho)

As mudanças aprovadas pelo Congresso Nacional para as eleições municipais de 2016 estabeleceram limites para campanha eleitoral e regulamentaram o uso da propaganda gratuita no rádio e na TV. Com as novas normas, a duração da campanha foi reduzida de 90 para 45 dias e a exibição do horário político passou de 45 para 35 dias.

O formato de veiculação das propagandas também será outro. No primeiro turno haverá dois blocos de 10 minutos cada, para candidatos ao cargo majoritário. Os aspirantes ao posto de vereador aparecerão apenas nas inserções feitas ao longo da programação normal das emissoras.

Os partidos políticos também foram alvo das mudanças. De acordo com as novas regras as agremiações partidárias não serão mais punidas. Apenas os candidatos poderão ter o registro suspenso se tiverem as contas da campanha rejeitadas ou se não fizerem a devida prestação de contas.

Para o vereador e candidato à reeleição pelo Partido Verde de São Paulo, Gilberto Natalini, as mudanças nas regras eleitorais possuem aspectos positivos e negativos para o processo democrático. 

Ele destaca como positivo um certo regramento no financiamento de campanha, mas lamenta que do ponto de vista do diálogo as mudanças “restrinjam o tempo de campanha e, consequentemente, a possibilidade do debate do candidato com o eleitor”.

De acordo com Natalini, limitar o tempo de exposição dos candidatos não faz bem para a democracia. “Vai facilitar para quem é conhecido e já tem mandato e prejudicar os novos candidatos porque o espaço será menor”, pontuou.

Novos critérios para a produção, criação e realização das propagandas também foram estabelecidos pela minirreforma política. A partir da eleição desse ano, montagens, trucagens, computação gráfica, edições e desenhos animados não serão mais permitidos.

No dia da votação, os jingles de campanha também ficam proibidos de serem veiculados, até mesmo em bicicletas e carroças, mais comuns em cidades do interior.

Na opinião publicitário e presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, a proibição do uso de recursos áudio visuais mais apurados como os efeitos especiais nivela por baixo a qualidade das produções e pasteuriza os programas.

Segundo Manhanelli, a tendência é que, o que já despertava pouco interesse apenas por se tratar de política, agora se torne ainda mais intragável para o público em geral. O cerceamento nunca é interessante, ainda mais quando feito por pessoas que pouco ou nada entendem de comunicação. Ao praticamente roteirizar o conteúdo dos programas, corremos o risco de ver formatos muito parecidos e cansativos aos olhos do eleitor”.

Opiniões divididas

Criado em 1962 para que os candidatos pudessem expressar suas propostas no rádio e na TV de um modo menos formal, a propaganda eleitoral gratuita ainda divide a opinião do eleitor e de especialistas, apesar de recente pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha apontar que 64% dos paulistas acham necessária sua manutenção.

A manicure Josefa Soares da Costa, 53 anos, é uma das eleitoras que não gosta da propaganda eleitoral. Para ela, os candidatos só mentem e mentira não vale a pena assistir.

Apesar de afirmar que vota por obrigação e deixar claro que a propaganda eleitoral não influencia no seu voto nem muda sua postura em relação à política e aos políticos, Josefa garante que se não existisse o horário gratuito no rádio e na TV talvez houvesse mudanças na eleição dos candidatos, mas afirma que ‘muita gente ainda se ilude com as mentiras”.

Embora a propaganda gratuita no rádio e na TV não seja bem vista por algumas pessoas, o sociólogo Joelson Fernandes acredita que a receptividade dos eleitores em relação ao horário político progrediu nos últimos anos. Ele toma como parâmetro para confirmar essa progressão o número de votantes no pleito de 2014, que foi mais de 140 milhões, frente aos 800 mil na primeira eleição presidencial.

Mesmo defendendo que houve evolução na aceitação do eleitor pela propaganda política gratuita, Fernandes evidencia que há uma tendência ao longo da história de se mostrar o brasileiro como alguém passivo perante a política. “Na verdade ele não é. Esse distanciamento é fruto da crença de que o Estado não vai te trazer nenhum benefício no curto ou médio prazo”, pondera.

Para o sociólogo, os gastos com propaganda eleitoral são a prova de que ela influencia a decisão do eleitor. Segundo ele, “se não influenciasse, os políticos não gastariam cerca de R$ 74 bilhões como gastaram na eleição de 2014. Agora a propaganda tem que atender um maior número de pessoas e precisa chegar em grupos cada vez mais diversificados”.

A propaganda gratuita na internet começa no dia 16 de agosto. No rádio e na TV a veiculação ocorrerá de 26 de agosto até 30 de setembro.

Mapa de Feiras Orgânicas é lançado no Brasil

sexta-feira, 20 de maio de 2016 0 comentários

Aplicativo de smartphone localiza comércio de alimentos sem agrotóxicos mais próximos do consumidor


Alimentos Orgânicos; Feiras; Aplicativos; Meio ambiente; Sustentabilidade; Consumo Consciente
Aplicativo em uso (Foto: Luiz Feitosa)

O Mapa de Feiras Orgânicas é o novo aplicativo de smartphone para as plataformas Android e IOS, lançado em todo o Brasil através da parceria entre o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Mapear os locais de venda de produtos agroecológicos ou orgânicos (sem agrotóxicos), promover uma alimentação saudável e encurtar o caminho entre produtores e consumidores são os objetivos do aplicativo.

“Com certeza. Acho que é pouco divulgado ainda onde ficam exatamente as feiras orgânicas. Então, se tiver uma divulgação maior, eu creio que vai ter uma adesão maior também”, opina o gerente comercial, Rogério Aczar, que consome produtos orgânicos a quatro anos. Ele acredita que o aplicativo pode auxiliar na popularização das feiras.

Fidelidade e esclarecimento são características que definem o consumidor de orgânicos segundo o produtor de hortaliças, Júlio Soragi. “Eu acho que 70% dos consumidores que frequentam aqui estão toda semana. São bem fieis. A maioria são. Eu creio que 90%, quase 100% são bem esclarecidos, já vêm a procura do produto orgânico”.

"Minha mãe morreu de câncer, então eu fui estudar sobre as causas dele e descobri que o agrotóxico é uma delas. Depois disso, fugi deles", explica a auditora Soraya Trisco sobre o motivo de começar a consumir orgânicos. Ela que veio do Rio Grande do Sul, foi seletiva na hora de escolher um bairro paulista para morar. O local deveria ser próximo de uma feira orgânica. Ao saber da existência do mapa, confirma que ele auxiliaria nessa seleção. "Se naquela época tivesse esse aplicativo, provavelmente eu olharia e consultaria as opções".

A iniciativa também faz parte da campanha Brasil Saudável e Sustentável do governo federal, liderada pelo MDS, que incentiva a alimentação saudável e combate a obesidade.

A versão web e a colaboração de usuários

O aplicativo também possui uma versão web que contém a localização de grupos de consumo de orgânicos e seus produtores, e não se restringe apenas as feiras como o de smartphone, que também traz receitas do livro Alimentos Regionais Brasileiros do Ministério da Saúde. De acordo com o Idec, a inclusão desses outros grupos será feita em uma próxima versão.

Todo o cadastro dos locais é colaborativo. O usuário entra na versão web do mapa e preenche um formulário com endereço e tipos de produtos, que são enviados ao Idec, responsáveis por adicionar os itens ao mapa.

Acessibilidade dos produtos

Em 2012, o Idec fez uma pesquisa comparativa entre orgânicos no mercado e na feira e constatou que os produtos são 300% mais caros no primeiro. A nutricionista do Idec, Ana Paula Bortoletto diz que o mercado coloca o preço alto por considerar o alimento gourmet, ou seja, para um nicho exclusivo que tem alto poder aquisitivo.

“Os orgânicos são alimentos mais saudáveis e têm que ser mais acessíveis que os outros. Eu acho que cada vez mais a gente está conseguindo preços mais competitivos. Quanto maior a produção e a busca por orgânicos, a tendência é os preços abaixarem e eu espero que isso aconteça bem rápido, para facilitar esse acesso”, afirma Ana.

“Então a ideia é tanto divulgar para os consumidores quanto para quem está vendendo poder divulgar mais o seu trabalho e assim ampliar o acesso aos alimentos no Brasil”, diz a nutricionista do Idec que participa ativamente do aplicativo, conclui Ana sobre as metas que pretende alcançar com o aplicativo.



Ana fala um pouco dos benefícios da produção orgânica e os prejuízos que os agrotóxicos podem causar:

Visita de trio musical alegra os pacientes no Hospital do Servidor Público Municipal

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O trio Musical trouxe alegria e beleza ao tocar não só os instrumentos, mas também a alma das pessoas


Música nos Hospitais; Saúde; Hospital; Doença; Cultura; Medicina Alternativa
Trio Música nos Hospitais (Foto: Simone Cordeiro)

O fascínio que a música conquista quando chega a um lugar é impressionante, logo desperta a curiosidade das pessoas, depois já podemos observar olhares emocionados, sorrisos, gestos, como se traduzisse sentimentos que só as notas musicais conseguem expressar. No HSPM não foi diferente, em meio às melodias que contagiaram a todos, desde pacientes, médicos até mesmo acompanhantes.

Os três músicos instrumentistas apresentaram o repertório de acordo com os pedidos do público, Billy Magno, no saxofone, Iuri Salvanini, no acordeon, e Guy Sasso, no contrabaixo. A respeito da hipótese desse programa se tornar regular nos hospitais, Iuri respondeu positivamente “Com certeza, podemos ver pela receptividade... as pessoas gostam, e realmente a música traz um conforto para o ambiente hospitalar (...) traz uma alegria muito grande, uma descontração, quebra a rotina

Mais que saudável, cuidar do espírito é fundamental para a recuperação de qualquer enfermidade do corpo, o médico psiquiatra Pedro Sinkevicius Neto comentou a respeito dos benefícios do programa “Eu acho essa iniciativa muito interessante, o paciente vem para o hospital tenso, com expectativas em relação a sua consulta, diagnóstico, exames e procedimentos... então se ele chega e tem um ambiente agradável, uma música (...) é uma forma de receber com mais carinho, deixar o paciente mais a vontade”.

Coincidência ou não, o que o dr. Pedro disse foi exatamente o que aconteceu com Maria de Lourdes,68, enfermeira aposentada, que disse: “foi tão bom, eu cheguei aqui deprimida, porque hoje eu vim fazer acupuntura, tá me fazendo tão bem, eu to tão alegre agora”. O mesmo ocorreu com outro paciente, Antônio Manuel,68, aposentado que irá passar por uma cirurgia e chegou para se internar “Ah é muito bom, eu sou apaixonado por música.”

Desde 2004, o programa Música nos Hospitais já se apresentou em 63 hospitais, em 25 cidades no total de 162 concertos, cumprindo sua principal razão de existir que é tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor, ao despertar emoções, ao levar as pessoas a um passeio pela música.

Veja a apresentação do trio no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo:



Golfe retorna às Olimpíadas

quinta-feira, 19 de maio de 2016 0 comentários


Oferecido gratuitamente nos clubes públicos paulistanos o esporte envolve todas as classes

Olimpíada 2016; Golfe; Inclusão Social; Esportes; CBG; Taco
Centro Esportivo da Aclimação, professor Ricardo e suas alunas
(Foto: Adriana Candido)

O golfe é uma modalidade olímpica que se ausentou por 112 anos e agora retorna à Olimpíada no Rio 2016. O esporte é oferecido gratuitamente nos clubes públicos paulistanos através do projeto Golfe para vida da CBG (Confederação Brasileira de Golfe) e tem demonstrado que pode ser praticado por todos. Muito bem recebido pela população mais carente, hoje ele já é uma realidade que envolve todas as classes.

“O que torna o golfe caro é o clube, então nosso trabalho é fazer com que todos tenham acesso”, diz Mauricio Pinto, coordenador nacional do projeto. Ele afirma ainda que a criação do projeto teve a intenção de popularizá-lo, tanto que ele se estende a outros estados como o Brasília e o Rio de Janeiro, que terá um campo olímpico após as olimpíadas e que essa pausa de um século nos jogos olímpicos, faz parte de uma decisão política que transcende nosso entendimento
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A fonoaudióloga Luciana Soares, 54 anos é aluna no Centro Esportivo da Aclimação, onde o projeto foi muito bem aceito e a procura pelas aulas é grande, fazendo o centro tornar-se uma referência nas aulas de golfe. “O interessante desse programa é que ele atinge justo uma camada mais pobre né, pra um esporte que sempre foi elitizado” diz ela. As aulas acontecem segunda, quarta e sextas das 7h00 às 8h00, ministradas pelo professor Ricardo Oliveira.

Em 2014 a Secretaria Municipal de Esportes em parceria com a CBG, proporcionaram um curso de dois dias ministrado por profissionais do golfe, para professores de Educação Física ligados à secretaria em suas unidades, os clubes- escolas foram estruturados com material cedido pela confederação e assim nasceu o projeto. Ricardo, participou do curso e formou sua turma em 2015.  “No jogo de golfe um depende da estratégia do outro”. Essa honestidade e senso de justiça é o que me motiva a ministrar as aulas de golfe e hoje eu tenho que agradecer porque golfe para mim é uma lição de vida” diz o professor.

Paulo Pacheco, presidente da confederação tem o golfe como qualidade de vida e respeito à cidadania, sua competência e o sucesso do projeto estão oportunizando a modalidade que sempre foi considerada de elite para as comunidades, principalmente com retorno do esporte à Olimpíada. Herick Machado, 18 anos, gaúcho de origem humilde é campeão na categoria amador, confirmando a informação de Ricardo de que um garoto mais carente pode sim iniciar em um clube e chegar em primeiro em qualquer competição.

E-commerce é alternativa para driblar crise econômica

quarta-feira, 18 de maio de 2016 0 comentários


Setor de comércio eletrônico registra crescimento nos últimos anos e vira oportunidade para quem quer empreender no ambiente virtual

E-commerce; Compras online; Compras; Consumo; Oportunidades; Economia; Comprar pela Internet
E-commerce crescerá 18% em 2016   (Foto: Vinicius de Souza)

Em 2016 o e-commerce crescerá no Brasil por volta de 18% em relação a 2015. Tal crescimento se deve ao fato de consumidores optar por adquirir produtos e serviços através de sites segmentados e lojas virtuais. Segundo a ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) este ano deverá registrar 190,9 milhões de pedidos.

Para o professor do curso Estratégias de Marketing Digital e E-commerce Klaibert Miranda:O e-commerce em plena crise cada vez mais passa a ser uma alternativa viável”. “Pessoas que não conseguem se recolocar no mercado de trabalho tornam-se empreendedores através do e-commerce”, diz Miranda. Ele acredita que o lucro não é o fator determinante para que as pessoas entrem para esse segmento em plena crise. Para ele a consolidação da marca ao longo prazo que garante investimentos que possam resultar em lucros.

A satisfação do cliente em relação a preço e rapidez na entrega são os quesitos mais relevantes para os consumidores virtuais. A funcionária pública Veruska Almeida, que está habituada a comprar livros através de plataformas virtuais, vê de forma positiva a praticidade e comodidade de comprar livros pela internet, mas faz ressalvas em relação a taxas de entrega e segurança de informações pessoais: “Dependendo do tamanho do produto ou da loja, o valor do frete é maior que o valor do produto”, reclama. “ Muitas lojas não têm sistema de segurança na página. Deveria ser mais visível na tela se há segurança e que vale a pena continuar pesquisando no site ou não”, conclui.


IDENTIFICAR NECESSIDADES

Para obter sucesso, a pessoa que tiver interesse em entrar nesse mercado que vem crescendo a cada ano (segundo o relatório WebShoppers, efetuado pela E-bit, o primeiro semestre de 2015 registrou faturamento de R$18,6 bilhões ante os R$35 bilhões que foi faturado no ano de 2014), deverá identificar necessidades das pessoas, que até então não foi atendida. “O primeiro passo para investir na área é perceber uma necessidade latente, que ainda não foi atendida. Um nicho que não foi explorado. A beleza da internet é que há nichos para construir bons negócios”, diz o gerente de contas Leandro Herrera.

CAUTELA

É preciso tomar muito cuidado e não ir com sede ao pote: “No começo o empreendedor necessita fazer muitos testes para entender a demanda por um produto ou categoria e a partir daí aumentar os investimentos. Não se comprometer com altos valores no começo, até entender o real mercado”, alerta.

PROSPECÇÃO

De acordo com o site ecommercebrasil a principal tendência em 2016 é a redução do frete grátis. Para eles, tal medida, considerada impopular, faz parte de uma estratégia a fim de estimular a fidelização de clientes.

 
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